Uma janela azul no horizonte cinzento

Não há tempestade que não ceda o seu lugar à bonança
Desde a São Silvestre de Nisa que ando com queixas e a prevista participação na Maratona de Sevilha, no próximo dia 19, vai ser abortada. Um dos aspectos interessantes da prática de um desporto com a exigência da corrida é precisamente este, a necessidade de uma contínua avaliação do estado geral de saúde e a tomada de decisões que permitam ultrapassar as fases de coroa da moeda. Podemos lamentar-nos e baixar os braços ou, então, saborear a beleza da tonalidade cinzenta atentos a uma janela azul que apareça no horizonte. Ontem quando regressava da Urra após mais uma semana de trabalho a caminho da 3 vezes adiada consulta com o terapeuta e amigo Carlos Rodrigues o famoso capacete de Portalegre era cinzento quase negro mas, ao fundo, lá sobre a minha Penha, aparecia uma janela de radioso azul. Aproveitei para uma foto rápida de telemóvel e para cimentar vontades. Insistir, com tino, no que fazer, que dores na articulação coxo-femoral relembram o pesadelo antigo dos 23 aos 48 anos. Foram muitos anos de cinzas para não fazer de tudo para preservar o renascimento. Vamos pois por estes dias com meias horas espreitando oportunidades. O João Paulo Costa à noite, no chinês, onde fôramos papar o jantarito do vigésimo aniversário do JP, numa rápida conversa de ocasião lembrava-se de recente horita sub 5' e referiu-a quando me lamuriava. Isso foi a excepção, respondi. Hoje, mais uma excepção, que documento abaixo. Parece-me que tal como aconteceu ontem com a negrura das nuvens, o ainda distante azul começa a avolumar-se. Acreditemos!

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