De Badajoz a Elvas a pagar pouco

Subida do Paga Pouco património mundial do sofrimento
É para gente rija a Meia Maratona Badajoz > Elvas. Nem 300 almas reúne quando a sua congénere de Novembro, a Elvas > Badajoz, limita a participação a 2000. Motivo? Para mim apenas um como tive oportunidade de referir na entrevista pós prova que o Hermenegildo me fez em pleno estádio: cojones. Ou a falta deles ... É que para lá é a descer e todos os santos ajudam, para cá nem otchenta e otcho como diria o humorista principal por estes dias. Até à fronteira vai-se bem e eu ia, aos 8 Km, antes de começarem as intermináveis subidas, ainda ia para 1 h 30/31 m mas depois começou a doer e foi gerir. E geri bem, todos os Km com um RAI (Ritmo Ajustado à Inclinação) entre 4 m 13 s e 4 m 50 s chegando mesmo a andar a reais 3 m 34 s algures entre os Km 2 e 3. Resumindo classifiquei-me em 84.º com 1 h 36 m 44 s de 224 que terminaram. Um bom teste para o Porto! Dos cinco esteve presente a Vitorina que voltou a demonstrar que o melhor para curar dores é um tiro de partida.
Vitorina toda catita 6.º da Geral e 1.ª F50
Os 150 Km de treinos/viagens diários para Ponte de Sor e volta onde leciona este ano não favorecem nada e quando a deixei para trás logo ao 1.º Km foi a fazer fé nas queixas diárias e pensando que lá tentaria chegar à meta como pudesse, um pouco mais devagar. Não olhei para trás durante a prova o suficiente para a ver mas ao entrar na reta da meta lá vinha ela toda catita a entrar para a última volta para terminar com 1 h 38 m 50 s. No Porto vamos juntos ... até que me fuja, como em Sevilha em Fevereiro.
O evento realizou-se pelo 28.º ano numa manhã com temperatura agradável (16º C), quase sem vento e pode ser definida em 3 fases: inicial urbana até à fronteira do Caia (8 Km) praticamente plana para entrar numa estrada secundária rural que segue paralela à A6 e que apresenta a primeira dificuldade do evento, uma reta interminável em suave mas contínua subida de 5, 2 Km a que se segue uma enganadora fase de descida que ilude quem não conhecer e pensar que a coisa está feita. Não está! Aos 16 Km surge a impagável subida do Paga Pouco. 3 Km intermináveis, agora com uma simpática via pedonal vermelha mas com 4 rotundas monstruosas que criam a miragem de que acaba ali - a subida - mas de facto continua e continua até entrar já na fortaleza e no massacrante empedrado. Um tormento que só termina no oásis da pista de atletismo.
Lobos nunca falham nas provas da região
A organização - familiar - do município elvense vale pela persistência. Promove mal o evento mas coloca na sua organização um dispositivo onde não falha nada. Uma competição digna e humana, na minha opinião a merecer a presença de muitos dos que se deslocam à capital para serem encaixotados e despejados numa ponte onde ao fim de não sei quantas horas os deixam finalmente fazer aquilo para que lá supostamente foram: correr. Em Badajoz os 18 lobos presentes convivemos com vagar, partimos sem atropelos, corremos a bom correr, vencemos coletivamente, estacionamos e tomamos banho num excelente balneário mesmo junto à Meta e no final ainda tivemos direito a porco no espeto e cervejita. Tudo isto e o Paga Pouco, servido 2 vezes, o da subida de que já falei e os 10 € de inscrição. Podendo, volto lá!

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